quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008


Amar-te-ia

se pudesse

como sempre pude

tudo que nunca quis

tanto quanto te quero.


Amar-te-ia

num ônibus

especial

espacial

onde meu peito flutuasse

em gravidade zero

e minha dor

por te amar

não fosse tão grave.


Grave é a dor do parto

tanto quanto a dor

do não ficas

Parte, meu coração

e parte de vez

meu coração.


Amar-te-ia

se pudesse.


Ia, até Marte,

até amar-te,

no mais profundo silêncio

do meu peito

que grita

esse amor tão cheio

desse imenso

vácuo.


(DEUS)

Um comentário:

Grazzi Yatña disse...

Quanto mais o tempo voa
mas estático o mundo fica..