quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Revelação


Revelo minha alma

desnuda


estirada numa pista de pouso

esperando um coração Kamikaze


que me esmague

ou me sacuda


(Deus)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007


no caos da noite

minha alma vaga

imprecisa

sobre o concreto

da cidade impiedosa.


e o amor nem lembra de mim

e ninguém se entristece

mais que eu.


ninguém percebe

mas por dentro

estou dançando

a música mais solitária.


e por fora

sou só sorrisos

tão forçados

que por mais que eu tente


são só sorrisos.


(DEUS)

Microconto erótico com um final pouco comum.


Ela veio se insinuando.
Quando ele menos esperou, a cama já era o domínio daquela pequena.

No chão, roupas e peças íntimas.

Na mesinha de cabeceira, uma garrafa de whisky mais velha que a garota na cama.

Quem pode resistir, depois dos 40, a um corpo quente e macio de 15 anos de idade?

Ele certamente não.

Infarto.

Fulminante.

E a putinha foi embora, levando celular, carteira e relógio, e deixando um cadáver velho, nu, num velho quarto de motel barato.


(DEUS)

O fim está chegando


Nada com nada.

Palavras que se sucedem sem razão e sem sentido.

Caminhos tortuosos da minha mente conturbada, tendo a solidão como eterna colega de viagens.

(Vamos concordar que, sabemos que ela não é realmente uma boa companheira.)


Miscelânea de garatujas infantis e infundadas, muitas vezes tentando até enganar vocês, assumindo um formato parecido com o de um texto de respeito.


O que se pode esperar desses rascunhos desgraçados, além de palavras sem graça nenhuma.


Fugir da monotonia pra quê?

Dela me advém a fome de escrever, mesmo sabendo que nem todos lêem, e, entre aqueles que lêem, nem todos sabem ler.


Mas... E daí?


Palavras vazias, estórias sem sentido, poemas sem rima e contos que, afinal de contas, não tem nada pra contar.

Isso é o máximo que vocês encontrarão nesse caderno triste.

Sejam bem vindos.

(DEUS)